Estou lisongeado: fui citado num blog! Hehehe, não durmo hoje. O cara do Paineira Velha me passou um meme que ele respondeu, tal e coisa. Tenho que responder à pergunta “Quem eu colocaria no saco?”, no sentido Tropa de Elite da expressão.

Ele foi rápido e citou logo o Bush, mas não sem antes despir-se de culpa pelo ato de tortura, apelar para licença poética etc. Eu imagino que você, leitor desocupado que tem o desprazer de me conhecer, já sabe que isso é uma metáfora, e por isso vou logo ao meu voto:

Fausto Silva.

Porque ele é um pelegão? Não apenas. Menos por ele ser um pelegão chato, e mais pelo que ele simboliza. Faustão é um estandarte da mídia ruim, fraca, inútil. É um símbolo da podridão que predomina na nossa TV. Adoraria iconoclasiar (se tiver errado, eu apelo para a licença poética) aquela cara gorda com um saquinho do GBarbosa.

Metaforicamente, é claro. =]

Agora vem o mais difícil. Pra quem eu passo o meme? Percebendo-me um tanto isolado na blogosfera, repasso o bagulho pro Opiumseed e pro Leleo. Uma lástima que o Leitaum não tenha mais blog.

O povo do UOL foi atrás do Wagner Moura, que deve estar trabalhando pra divulgar o filme do Padilha, que estréia amanhã nos cinemas (aqui em casa já estreou em agosto, mas esse FDS vou no cine conferir o filme no telão).

Na entrevista ele respondeu ao podcast do Diogo Mainardi, que eu (óbvio) não ouvi. Diz-se que o Diogo chamou nosso amado ator de fascista, a produção toda de fascista, que o cinema brasileiro não deveria existir, e sei lá mais o que aquele filho da puta inventou. Wagner falou ainda de pirataria ( \m/ ), repressão e drogas. Pirataria em relação ao vazamento do longa-metragem, e os dois últimos temas referentes ao conteúdo do tal filme.


UOL – Há notícias de que um boneco do Bope estaria sendo vendido por camelôs no Rio, como reflexo do sucesso da versão pirata de “Tropa de Elite”. Vários blogs exaltam o pensamento do capitão Nascimento. Como você vê essa glorificação dos personagens do filme?

Wagner Moura – Nós não fizemos um filme de heróis. Para mim, “Tropa” é uma tragédia. O capitão Nascimento é um homem dividido, cheio de conflitos. Mas tem muita gente que acha que a tolerância zero é a solução para o problema da violência e enxerga no personagem um representante dessa idéia. Essa não é a minha visão, mas pode ser a de alguém que assiste ao filme. Só que eu não sou responsável pela opinião desse cara. Nós apenas tentamos mostrar a realidade da violência pelo olhar do policial. Conheci oficiais do Bope que são íntegros e acham que a solução para a violência é subir o morro e matar os vagabundos. É um ponto de vista de alguém que enfrenta aquela guerra. Eu não concordo. Mas nem por isso acho que essas pessoas não devam ser ouvidas. A mentalidade delas é um produto da situação em que vivem diariamente. No caso do documentário “Ônibus 174″, eu também não concordo com o sequestrador, acho que o Sandro tinha que ser preso. Mas o filme queria mostrar como aquele garoto tinha sido transformado pela realidade. O “Tropa” faz o mesmo com a figura do policial.

Veja a entrevista completa aqui.