No pequeno pedaço que eu conheço, São Paulo é uma cidade com um padrão de urbanização de regular pra bom. Tem calçadas boas; se o asfalto não é plano nem bem cosnervado, por outro lado não vejo muitos buracos; vejo uma quantidade boa de placas de sinalização; uma quantidade regular de faixas de pedestre; acho muito boa a quantidade de faóis para pedestres, tal e coisa.

Tá, os motoristas são mal-educados, mas essa parte não é diferente em outros lugares do país. Há menos árvores do que eu vejo em outras cidades, essa é uma marca de SP, tudo bem. Mas onde eu quero chegar? No lixo.

Precisamente, nas lixeiras. Eu vejo lixeiras nas calçadas de avenidas, nos metrôs, e onde mais? Na minha faculdade, claro. Ontem eu saí da estação de metrô com uma latinha de refri vazia, procurando uma lixeira na rua. E cadê? De acordo com o google, eu andei por 1,29 quilômetros da estação de metrô até a minha casa, e nada de lata de lixo. Nenhuma, nada mesmo. Fui jogar o barato na lixeira do condomínio…

Onde estão as lixeiras de SP? São privilégio de avenidas e mais umas poucas ruas do centro? Pra qual telefone eu tenho que discar pra reclamar desse problema encontrado?

Pra fechar a noite: depois dessa eu vou embora ver “o documentário nosso de cada dia”, e dormir.

Retirado do blog do Mino Carta (cópia integral da postagem):

 Primeiro de outubro melhor seria se fosse de abril. Notícias de hoje. São Paulo registra um por cento dos homicídios do mundo, há dezessete vezes mais assassínios na metrópole bandeirantes do que em Nova York. O último dado apresentado em um relatório da ONU diz que mais de 11 mil pessoas morreram assassinadas em São Paulo em 1999. Consta que de lá para cá os números cresceram. Saibam que os homicídios em Paris, em 2003, foram pouco mais de 200 e em Roma 27. Outra nova. Dados do último Saeb, exame de avaliação de aprendizagem, revelam que quase metade dos alunos que completam o segundo ciclo, ou ensino médio, falam e escrevem como se tivessem encerrado o primeiro ciclo, o básico, com a nota mínima. Mas não se iludam, não é que os demais estejam prontos a cursar a Sorbone. Ah, como é difícil curtir esperanças… Ignorância e criminalidade andam de braço dado. A elite incompetente e arrogante que até hoje jogou no lixo o patrimônio do Brasil, primeira responsável por esses números assustadores está cansada de viver em contato com a miséria e suas conseqüências. Em compensação, o Brasil é vice em futebol feminino. 
 
 

Falar sobre nossos problemas é fácil. Falar da origem deles é quase tão fácil quanto. Cruzar dados com outros lugares, juntar tudo num texto só, apontar causas, relacionar perfeitamente os dados jogados no texto, é bem mais difícil.  Fazer tudo isso num texto simples e sucinto, coroando as leituras do dia com coroa de ouro, é Mino Carta.