Eduardo Galeano é um escritor uruguaio. Seu livro mais famoso é o As veias abertas da América Latina, que eu comecei a ler e não terminei. Mas um dia eu chego lá, juro.

Mas eu já “cheguei lá” em dois outros títulos deste ilustre escritor: O livro dos abraços, já presente na internet, e Futebol ao sol e à sombra. Este último estava disponibilizado nas embarcações de bandeira “pano e osso” apenas em espanhol. Agora chega a versão traduzida para o português, digitalizada pelo time do

Portal do Criador.

- Como a senhora explicaria a um menino o que é felicidade?

- Não explicaria – respondeu. – Daria uma bola para que jogasse. (Pergunta feita por um jornalista à teóloga alemã Dorothee Sölle.)

LINK.

Já ouviu falar? Conhece? Já leu? É tua chance. ;D

Ed Mort é mais um impagável personagem criado pelo senhor Luís Fernando Veríssimo, e não adianta procurar que eu não vou falar sobre o pai dele não. Excelente como tarado, não-tão-bom-assim como detetive, esse cara (Ed Mort, não o Veríssimo) protagoniza contos divertidíssimos, me atrevo a dizer que do nível dos contos do Analista de Bagé, também criado pelo mesmo carequinha torcedor do Inter.

Interessado? Vagamente interessado? Pois espero que sim! ò.ó Seguem uma fatia do primeiro conto do livro que tenho, e links pra baixar o barato completo. =D

A armadilha
Meu nome é Mort. Ed Mort. Sou detetive particular. Pelo menos isso é o que está escrito numa plaqueta na minha porta. Estava sem trabalho há meses. Meu último caso tinha sido um flagrante de adultério. Fotografias e tudo. Quando não me pagaram, vendi as fotografias. Eu sou assim. Duro. Em todos os sentidos. O aluguel da minha sala ― o apelido que eu dou para este cubículo que ocupo, entre uma escola de cabeleireiros e uma pastelaria em alguma galeria de Copacabana ― estava atrasado. Meu 38 estava empenhado. Minha gata me deixara por um delegado. A sala estava cheia de baratas. E o pior é que elas se reuniam num canto para rir de mim. Mort. Ed Mort. Está na plaqueta.
Eu tinha saído para ver se a plaqueta ainda estava no lugar. Nesta galeria roubam tudo. Abriram uma firma de vigilância particular do lado da boutique de bolsas e nós pensamos que a coisa ia melhorar. A firma foi assaltada sete vezes e se mudou. Voltei para dentro da sala e me preparei para ler o jornal de novo. Era uma quinta e o jornal era de terça. De 73.
Havia uma chance de o telefone tocar. Muito remota, porque ele estava desligado há dois meses. Falta de pagamento. As baratas, pelo menos, se divertiam. Foi quando ela entrou na sala.
Entrou em etapas. Primeiro a frente. Cinco minutos depois chegou o resto. Ela já tinha começado a falar há meia hora, quando consegui levantar os olhos para o seu rosto. Linda. Tentei acompanhar a sua história. Algo sobre um marido desaparecido. Pensei em perguntar se ela tinha procurado bem dentro da blusa, mas ela podia não entender. Era uma cliente. Ofereci a minha cadeira para ela sentar e sentei na mesa. Primeiro, para poder olhar o decote de cima. Segundo, porque não tinha outra cadeira. Ela continuava a falar…

… e continua. Seguem os links:

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