Monty Phyton:Nunca viu falar?Veja só essa magnífica partida Alemanha X Grécia!

Tô vendo a final do mundial de futsal. Durante o intervalo, o pessoal da band passou um tradicional comercial, daqueles que basicamente só mostram o Kaká, avisando que será transmitido um jogo do Milan hoje, às 13:20.

Como é que um time assim forte atua de modo tão medíocre? Tá, o técnico é um bocó. Tá, um time depende de treinamento, compatibilidade, sinergia. Tá, talvez a quantidade de astros não seja assim tão grande, alguns estão na eterna “fase de recuperação”.

Mas os engasgos do time são frequentes demais! Isso me lembrou do Elifoot. Quem já jogou esta maravilha da informática? Especialmente o cláááássico Elifoot 98? Pois é, acontecia neste jogo de você estar muito bem num time, na primeira divisão e com muita grana, e de fazer temporadas medíocres. Você comprava os melhores jogadores, seja com base em asteriscos, experiência, estatísticas ou d20s, montava um dream team, e “a magia” não acontecia. Aí você ia jogar contra um time que tinha acabado de subir de divisão, e um meia sem asterisco, bichado e sarrafeiro fazia 3 gols no teu goleiro-perfeito. Pelo menos no que tange o ataque, o Milan tá mais ou menos assim.

Eduardo Galeano é um escritor uruguaio. Seu livro mais famoso é o As veias abertas da América Latina, que eu comecei a ler e não terminei. Mas um dia eu chego lá, juro.

Mas eu já “cheguei lá” em dois outros títulos deste ilustre escritor: O livro dos abraços, já presente na internet, e Futebol ao sol e à sombra. Este último estava disponibilizado nas embarcações de bandeira “pano e osso” apenas em espanhol. Agora chega a versão traduzida para o português, digitalizada pelo time do

Portal do Criador.

- Como a senhora explicaria a um menino o que é felicidade?

- Não explicaria – respondeu. – Daria uma bola para que jogasse. (Pergunta feita por um jornalista à teóloga alemã Dorothee Sölle.)

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Dizem que a gente aprende mais nas derrotas que nas vitórias. Acho que na grande maioria das vezes esse ditado aí faz sentido.
Acho que dá pra aprender com vitórias, sendo isso apenas um pouquinho mais complicado, exigindo alguma concentração, força de vontade, ou sei lá. Mas o que me chama atenção nas vitórias, nesse momento, são as camuflagens. Se o Fluminense tivesse ganho ontem a Libertadores, contra a LDU, Renato Gaúcho seria uma grande técnico, um recordista. O Flu teve plenas chances de ganhar ontem, mas não ganhou. É impressionante um time ter Conca e Tiago Neves como meias ofensivos, e não conseguir avançar pelo meio, usando quase que exclusivamente as pontas.
Também é impressionante o time ter Dodô em campo por uns 70 minutos, e a bola chegar até ele pouquíssimas vezes. Trocando em miúdos, desconfio que o Fluminense jogaria melhor se não recebesse instruções do técnico. Reparem que, só pra citar um exemplo, o lateral esquerdo do time recebeu ontem instrução clara pra cruzar sempre do mesmo lugar para a mesma direção, e esses cruzamentos não surtiram efeito nos 120 minutos de jogo).

Agora chegamos na Colômbia. Um grande êxito do exército, uma operação arriscada, bem planejada, deu tudo certo, libertaram a tia lá que tava lascada há um tempão. Mas essa vitória – berrada a plenos pulmões pela nossa amável grande imprensa – pode servir pra ocultar alguns estranhos fatos:
1- Uribe está, de acordo com notícias de pouco destaque, querendo ganhar um terceiro mandato presidencial na base do referendo. O mundo desabou por cima do Chávez quando ele fez isso, mas agora, pro Uribe, isso vai passar assim “suave”? Qualquer tentativa de permanência no poder, no estilo dessas duas, soam-me a priori como absolutamente suspeitas. Acho que o venezuelano não devia ter feito o que fez. O outro idem.
2- McCain, aquele simpaticíssimo velhinho que é candidato à presidência dos EUA, “por coincidência” estava na Caolômbia!!! Atrás de Obama nas pesquisas, com apoio de gente que eu me envergonharia se me apoiassem, McCain parece precisar mesmo de muito holofote, toda a ajuda que puder. Quero ver se ninguém vai mencionar que essa manobra cheira (fede) a tráfico de influência.