Pra os quem curti Oscar Wilde uma boa  notícia:Está sendo elaborado uma nova versão para o cinema desse livro tão sutil e charmoso.Está sendo dirigido por Oliver Parker,o qual é desconhecido para mim,desde o verão e recebeu,aparentemente,500.00 libras(ou seja lá o que eles usam na avarenta e Austera Inglaterra)para produção do filme.O livro conta a estória de um rapaz,Dorian Gray,influênciado por Lord Henry Wottom,que conhece Dorian através de Basil Hallward,mergulha em um estilo de vida hedonista e Dandy.Os atores destes três são Ben Barnes,um ilustre desconhecido cujo trabalho mais “conhecido” é The Chronicles of Narnia: Prince Caspian,Colin Firth(Femme fatale, Bridget Jones’s Diary,Mamma Mia!)e Ben Chaplin, respectivamente.Para deixar as coisas mais claras,pois talvez tenham pessoas que não sabem o que é um Dandy,Dandy é ,de acordo com Charles Baudelaire,aquela pessoa que busca cultivar a idéia beleza nela mesma,buscando novos horizontes para o prazer através dos estudos da sensibilidade e dos sentimentos,rompendo os costumes.Logicamente,nem todos eram assim,mas em nosso caso podemos levar em consideração essa definição de Dandy.Basta esperar pra ver se tal filme alcançará os pés desse marco da literatura.

O novo Batman leva para a tela um tipo maduro de Coringa:um artista cujo o pensamento e a palavra é a ferramenta fundamental para a manipulação do material,as pessoas,para,enfim,trazer a tona uma beleza conturbadora,uma verdade que não queremos ouvir,nosso traço psicótico que quebra a nossa moral e bondade.Ele como artista não é mórbido,é um gênio que segue sua própria moral imbuido por prazeres dionisiacos;o artista,segundo Oscar wilde,pode expressar qualquer coisa.Ele aparentemente segue uma linha de raciocínio onde os valores estão submetidos aos instintos.Logo,a auto-preservação  é uma corrupção aos valores criados enquanto não estávamos sobre ameaça.Portanto,basta um empurrão para a destruição das regras e entrarmos em um mundo de desordem e caos,onde a vontade é a única lei;não há como negar que é espetacular!As ações desse Artista  traz espanto e compaixão,purificando nossa alma para um estágio de encantamento incomum:Um olhar profundo de admiração sobre a perversidade.

Alguns meses passados,assisti um filme cujo diretor,até então,era desconhecido para mim.Seu nome?David cronenberg.Não obstante,chamou-me a atenção seu método de criar um clima seco e sombrio;com cenas escuras e personagens excêntricos.Por fim,esse filme,senhores do crime caso a cachola não esteja me deixando na mão,foi um vetor a um outro trabalho de maior beleza: Crash.Pois ora,o filme retrata um casal viciado em sexo que vivem em uma relação o qual os dois,na hora de darem uma bela foda,contam os coitos extra-conjugais de uma forma que sempre ressaltava a sensação de poder,seja diminuindo  ou aumentado sua posição na cama,contando sempre os casos com um toque de agorafilia.James Ballard,o marido de Catherine interpretado por James spader,sofre um acidente automobilístico o que causa a morte de um homem casado com uma mulher a qual terá um caso.O casal,James e Catherine(Deborah Unger),junto com a a mulher do cara morto que esqueci o nome..então me perdoem, acabam canalizando sua energia sexual para batidas de carro.Iniciados por Vaughan(Elias Koteas,com uma atuação fantástica),encontram prazer na necrofilia,apotemnofilia;desejando cada vez mais o desejo em vez do desejado.O desejado,se podemos dizer isso,é só um objeto de proporção do prazer contido no desvio sexual.Fascinante observar o outro lado da psique humana,tão bem explorado por este diretor.Vale a pena assistir:Basta um click no link.

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