Primeiro, tiraram sala e equipe do delegado Protógenes, e o afastaram da Operação Satiagraha, que levou à prisão gente que jamais se esperaria ver atrás das grades. Acusaram-no de irregularidades (firulas dos acusadores) na condução do inquérito. Puseram colegas dele a vasculhar seu quarto de hotel, sua casa, a de seu filho. O próprio presidente Lula, que o havia incentiva¬do a permanecer “até o fim”, lavou as mãos. Aí, o desli¬garam da Diretoria de Inteligência Policial. Por último, no fechamento desta edição, o acusaram de “partida¬rismo”. Como se tentar desmoralizá-lo não fosse tomar “partido” – dos poderosos que ele pegou no pé.
O delegado Protógenes Queiroz ganhou a batalha prin¬cipal, porém: a da opinião pública. Até em personagem de novela o querem transformar. Não há dia em que não o convidem para palestrar nalgum ponto do país. O delega¬do que caça “honoráveis bandidos” caiu na boca do povo. Correm anedotas, como a do motorista de uma van que o teria reconhecido e reclamou – “o senhor prendeu o Daniel Dantas, o senhor errou”, e, diante da surpresa do delega¬do, emendou “devia ter prendido o Gilmar Mendes”.
O baiano filho de branco e negra nos concedeu uma tar¬de inteira que invadiu o começo da noite, em nossa reda¬ção – “a primeira que eu visito”, avisou. Estarreça-se com as histórias que ele conta e que explicam por que querem desmoralizar o delegado Protógenes: quando ele pega um trabalho, gente poderosa entra em área de risco.

Pois é, o cabra foi entrevistado, virou capa da edição de dezembro. E você confere o barato todo no link:  http://www.4shared.com/file/92258990/47a50e25/Entrevista_Protogenes.html

Digitalização por: Portal do Criador.

“Fomos sempre governados por homens letrados que conseguiram construir o país mais desigual e injusto do mundo sem cometer um erro de concordância.” 

Recém-digitalizada, o scanner ainda tá quentinho. O genial escritor justificou mais uma vez sua fama de tímido, desistindo no último minuto da entrevista tradicional e optando por fazer o serviço na base do papelzinho. Os jornalistas escrevem as perguntas, mandam pra ele (escondido em algum canto da redação, imagino), e ele devolve a resposta também por escrito. =D

Vamos então à pirataria:  4shared | Rapidshare | Badongo

“Hoje o no future, dos punks, é mais atual que nunca.”

Digitalizei agorinha, para o delírio (ouço gente com tosse) geral. Você não conhece Manu Chao? Conheça na wikipedia, depois volte pra ler o barato. Seguem chapéu e link:

TORCEDOR DO FLAMENGO, FÃ DE BEZERRA DA SILVA, ANDARILHO DE TERRAS DISTANTES, O CANTOR E COMPOSITOR FRANCO-ESPANHOL CONVERSOU COM A CAROS AMIGOS NO VELHO ARMAZÉM DO BAIRRO ITAIM-BIBI, EM SÃO PAULO. O PRETEXTO? DIFUNDIR O NOVO DISCO: RADIOLINDA. COM UMA CARREIRA DE MAIS DE 20 ANOS E O COMPROMISSO COM AQUELES QUE LUTAM E SOFREM, ELE FALA AQUI DA REALIDADE DOS JOVENS FRANCESES DA PERIFERIA DE PARIS. UM LUGAR ONDE NASCEU E PASSOU SUA ADOLESCÊNCIA.

Baixar entrevista completa.

O povo do UOL foi atrás do Wagner Moura, que deve estar trabalhando pra divulgar o filme do Padilha, que estréia amanhã nos cinemas (aqui em casa já estreou em agosto, mas esse FDS vou no cine conferir o filme no telão).

Na entrevista ele respondeu ao podcast do Diogo Mainardi, que eu (óbvio) não ouvi. Diz-se que o Diogo chamou nosso amado ator de fascista, a produção toda de fascista, que o cinema brasileiro não deveria existir, e sei lá mais o que aquele filho da puta inventou. Wagner falou ainda de pirataria ( \m/ ), repressão e drogas. Pirataria em relação ao vazamento do longa-metragem, e os dois últimos temas referentes ao conteúdo do tal filme.


UOL – Há notícias de que um boneco do Bope estaria sendo vendido por camelôs no Rio, como reflexo do sucesso da versão pirata de “Tropa de Elite”. Vários blogs exaltam o pensamento do capitão Nascimento. Como você vê essa glorificação dos personagens do filme?

Wagner Moura – Nós não fizemos um filme de heróis. Para mim, “Tropa” é uma tragédia. O capitão Nascimento é um homem dividido, cheio de conflitos. Mas tem muita gente que acha que a tolerância zero é a solução para o problema da violência e enxerga no personagem um representante dessa idéia. Essa não é a minha visão, mas pode ser a de alguém que assiste ao filme. Só que eu não sou responsável pela opinião desse cara. Nós apenas tentamos mostrar a realidade da violência pelo olhar do policial. Conheci oficiais do Bope que são íntegros e acham que a solução para a violência é subir o morro e matar os vagabundos. É um ponto de vista de alguém que enfrenta aquela guerra. Eu não concordo. Mas nem por isso acho que essas pessoas não devam ser ouvidas. A mentalidade delas é um produto da situação em que vivem diariamente. No caso do documentário “Ônibus 174″, eu também não concordo com o sequestrador, acho que o Sandro tinha que ser preso. Mas o filme queria mostrar como aquele garoto tinha sido transformado pela realidade. O “Tropa” faz o mesmo com a figura do policial.

Veja a entrevista completa aqui.