Primeiro, tiraram sala e equipe do delegado Protógenes, e o afastaram da Operação Satiagraha, que levou à prisão gente que jamais se esperaria ver atrás das grades. Acusaram-no de irregularidades (firulas dos acusadores) na condução do inquérito. Puseram colegas dele a vasculhar seu quarto de hotel, sua casa, a de seu filho. O próprio presidente Lula, que o havia incentiva¬do a permanecer “até o fim”, lavou as mãos. Aí, o desli¬garam da Diretoria de Inteligência Policial. Por último, no fechamento desta edição, o acusaram de “partida¬rismo”. Como se tentar desmoralizá-lo não fosse tomar “partido” – dos poderosos que ele pegou no pé.
O delegado Protógenes Queiroz ganhou a batalha prin¬cipal, porém: a da opinião pública. Até em personagem de novela o querem transformar. Não há dia em que não o convidem para palestrar nalgum ponto do país. O delega¬do que caça “honoráveis bandidos” caiu na boca do povo. Correm anedotas, como a do motorista de uma van que o teria reconhecido e reclamou – “o senhor prendeu o Daniel Dantas, o senhor errou”, e, diante da surpresa do delega¬do, emendou “devia ter prendido o Gilmar Mendes”.
O baiano filho de branco e negra nos concedeu uma tar¬de inteira que invadiu o começo da noite, em nossa reda¬ção – “a primeira que eu visito”, avisou. Estarreça-se com as histórias que ele conta e que explicam por que querem desmoralizar o delegado Protógenes: quando ele pega um trabalho, gente poderosa entra em área de risco.
Pois é, o cabra foi entrevistado, virou capa da edição de dezembro. E você confere o barato todo no link: http://www.4shared.com/file/92258990/47a50e25/Entrevista_Protogenes.html
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